Belém do Pará, que
nesta terça e quarta-feira, 25 e 26 de março, sediou a Pré-COP, um evento
organizado pela Igreja católica e que contou com a presenças dos seis regionais
que fazem parte da Amazônia brasileira, será sede em novembro da COP-30, a
Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas.
Mesmo que algumas
pessoas neguem isso, a atual crise climática é mais do que evidente, mas se faz
necessário aprofundar no conhecimento dos dados científicos para rebater
aqueles que negam as consequências do aquecimento global, que prejudica
gravemente às pessoas mais vulneráveis e provoca um grave impacto sobre o
território amazônico.
A COP-30 é uma
oportunidade para pensar em caminhos concretos que ajudem a mitigar as graves
consequências das mudanças climáticas em todos os níveis, tanto localmente,
como em cada país e no mundo todo. Essa realidade tem que estar cada vez mais
presente na agenda global, tem que fazer parte das discussões nos parlamentos,
que não podem ignorar o clamor do povo, especialmente dos mais pobres e
vulneráveis, constantemente atingidos pelos impactos do aquecimento global.
Todos os grandes
atores em nível mundial, também a Igreja católica, deveriam ser uma voz firme
em defesa do Planeta e da humanidade. De fato, a Igreja católica, uma dinâmica
acrescentada no pontificado do Papa Francisco, sempre foi uma voz profética em
defesa do Planeta, da Criação de Deus, defendendo os povos originários, aqueles
que ensinam, mesmo que muitas pessoas não queiram aprender, o que significa o
cuidado da Mãe Terra.
Não podemos negar,
pois isso nos distancia de Deus, que nossa fé tem que se expressar nas obras,
no compromisso com o reino de Deus, com um mundo melhor para todos e todas, com
um desdobramento da nossa fé no campo social. Se temos fé, não podemos ficar calados
diante da exploração desmedida e irracional que sofre o Planeta, sobretudo na
região amazônica, onde a conversão ecológica é uma urgência inadiável, ainda
mais diante das denúncias que os povos originários e as comunidades fazem, cada
vez mais forte, mas infelizmente, cada vez mais ignoradas.
Se a sociedade e a
Igreja católica no Brasil deixar passar a oportunidade de incentivar a
população a tomar consciência da realidade climática, vai ser dado um passo a
mais na destruição do Planeta. Só superando visões superficiais vamos entender
a verdadeira problemática climática. Se faz mais do que urgente atuar, juntos,
assumindo nosso compromisso com a vida, e para aqueles que temos fé, nosso
compromisso com Deus.
Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1 - Editorial Rádio Rio Mar
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