sexta-feira, 26 de março de 2021

A Presidência do Celam mostra a sua preocupação "pelo terrível impacto" da Covid-19 no Brasil



Numa carta dirigida ao Presidente do Episcopado Brasileiro, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a Presidência do Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe – Celam, diz partilhar "a profunda preocupação da Igreja pelo povo brasileiro, face à situação muito grave que está sofrendo devido ao terrível impacto da pandemia de Covid-19, especialmente durante as últimas semanas".

Na quarta-feira passada, 24 de março, como a mensagem afirma, "o Brasil ultrapassou os 300.000 falecidos em consequência da doença, entre elas cinco bispos e dezenas de sacerdotes, religiosas, religiosos e leigas e leigos comprometidos com a missão da Igreja”. Ao mesmo tempo, esta semana registaram-se mais de 3.000 mortes em 24 horas, o que faz do Brasil o país com mais mortes por dia neste momento, ocupando o segundo lugar em número absoluto de mortes.

A pandemia afeta todos, "mas principalmente os mais pobres, que sofrem gravemente as consequências de um sistema de saúde que não é suficiente - apesar de a população ter o Sistema Único de Saúde (SUS) -, bem como a ausência de políticas e de ajuda pública que favoreçam os cuidados e a defesa da vida", diz a carta da presidência do Celam.




Os bispos do continente apoiam a coragem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, “que denunciaram corajosamente esta delicada situação, ajudando a iluminá-la a partir dos valores do Evangelho e dos princípios da Doutrina Social da Igreja, e encorajando iniciativas de solidariedade como o "Pacto pela Vida e pelo Brasil", com as quais procuram responder à grave crise sanitária, económica, social e política que o país atravessa", algumas das quais são recolhidas na mensagem.

O Celam apoia a exigência “de avançar rapidamente no processo de vacinação", e de oferecer auxílio emergencial, pedindo ao Senhor "para consolar os aflitos pela perda dos seus entes queridos e para fortalecer todos, pastores e povo, na fé, esperança e caridade".


Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1




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