segunda-feira, 17 de junho de 2019

Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, um novo passo de “um 'kairós' para a Igreja e o mundo”

Um fruto de um longo percurso, isso poderia definir o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia que esta segunda-feira, 17 de junho, foi apresentado no Vaticano. Nele, como indicado na conclusão do documento, “tem se escutado a voz da Amazôniaà luz da fé (Parte I) e tem se tentado responder ao clamor do povo e do território amazônico por uma ecologia integral (Parte II) e pelos novos caminhos para uma Igreja profética na Amazônia (III Parte)".

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

A partir deste momento, a Igreja, especialmente os Padres Sinodais, são desafiados "a dar uma nova resposta às diferentes situações e a buscar novos caminhos que possibilitem um kairós para a Igreja e para o mundo". Temos um pouco menos de quatro meses para o início da assembleia sinodal, que se reunirá no Vaticano de 6 a 27 de outubro. Neste momento, cabe aos Padres sinodais, especialmente os bispos das jurisdições eclesiásticas da Pan Amazônia, sempre chamados a conhecer a realidade local e a vida das pessoas que lhes são confiadas, a sentir o cheiro das ovelhas, para ver até onde o documento recolhe as necessidades de sua Igreja local.

Não podemos esquecer que este documento, que segue o método da Igreja latino-americana, ver/escutar, julgar, agir, ainda é um instrumento a serviço de um processo mais amplo, que dará passos sucessivos nos próximos meses. Nesta perspectiva, devemos entender que, no Instrumentum Laboris, não encontraremos todos e cada um dos anseios pessoais. Como disse algumas semanas atrás Dom Mário Antônio da Silva, Bispo de Roraima e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, "que o Sínodo possa vir ao encontro, não de expectativas, mas de necessidades das comunidades da Amazônia", algo que também pode ser dito sobre o Instrumento de Trabalho.

Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho – RO, e membro do Conselho Presinodal, afirma que o Instrumentum Laboris, “vai nos dando algumas possibilidades para também nos prepararmos com nossos grupos de sacerdotes, religiosos, religiosas, catequistas, ministros, e o Povo de Deus em geral, para algumas perspectivas”. Ele reconhece que “evidentemente que o documento, ele vai nos provocar para passos possíveis de concretiza-los logo com a conclusão do Sínodo, outros passos que vamos fazer processos e coisas que serão um horizonte para onde nós queremos caminhar como Igreja, Povo de Deus, como Igreja Pan-Amazônica”.

Segundo o arcebispo de Porto Velho, “evidentemente que o Sínodo não vai atrás de curiosidades, mas tenta responder coisas concretas que nós precisamos enfrentar aqui na nossa região”. Desde sua condição de presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, ele diz que “o Sínodo, desde a sua convocação, o Papa nos interpela por uma relação diferenciada com os povos indígenas, com os povos originários”. É por isso que “nós temos que nos perguntar que passos nós estamos dando em nossas Igrejas para que verdadeiramente, os primeiros habitantes destas terras, sejam ouvidos, respeitados e acompanhados na sua luta por dignidade, por justiça e, sobretudo, respeito a suas culturas, a suas espiritualidades, a seus ritos, a suas línguas. Há o direito deles ser indígenas em sua integridade”, afirma Dom Roque.

Dom Rafael Cob, também membro do Conselho Presinodal, e bispo do Vicariato Apostólico de Puyo, Equador, destaca no documento quatro eixos estruturais: escuta, diálogo, inculturação e profecia, em torno do eixo central, que é o rosto amazônico e mergulhado na ecologia integral. O bispo de Puyo destaca no Instrumentum Laboris o pano de fundo da Evangelii Gaudium, que nos chama a uma conversão pastoral, da Laudato Sí, que nos convida a uma conversão ecológica, e da Episcopalis Conmunio, fazendo uma Igreja samaritana com seus desafios e esperanças.

Cada uma das partes é dividida em capítulos, quatro na primeira, que apresenta "a realidade do território e de seus povos", nove na segunda, que inclui "a problemática ecológica e pastoral", e oito na terceira parte, que aborda "a problemática eclesiológica e pastoral". Na segunda e terceira partes, ao final de cada um dos capítulos, são oferecidas sugestões, todas colhidas da escuta do território e do povo de Deus, chamadas a influenciar não só a vida da Igreja, mas também a própria sociedade amazônica, tendo sempre como atitude fundamental a defesa profética da Amazônia e de seus povos.

O Instrumentum Laboris tem como ponto de partida a necessidade da Igreja ser ouvinte, que escute, algo que "não é fácil", mas que deve gerar "uma resposta concreta e reconciliadora", que a Amazônia implora. Não nos esqueçamos de que esta é uma "realidade contrastante" que é "cheia de vida e sabedoria", mas que sofre as consequências do "desmatamento e destruição extrativa que exige uma conversão ecológica integral". Tudo isto deve levar a um "encontro com as culturas que inspiram os novos caminhos, desafios e esperanças de uma Igreja que quer ser samaritana e profética através de uma conversão pastoral".

A vida é a base do Sínodo para a Amazônia, que nesta região é identificada com a água. Uma vida em abundância, expressa no "bem viver", mas que "está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela violação sistemática dos direitos humanos", que exige uma defesa e um cuidado, que "se opõe à cultura do descarte, da mentira, da exploração e da opressão". Não se pode esquecer que "na Amazônia, a vida está inserida, ligada e integrada ao território", onde tudo está interligado e se descobre "a obra-prima da criação do Deus da Vida".

O Sínodo é um tempo de graça, de inculturação e interculturalidade, de desafios sérios e urgentes, mas também de esperança. Ao mesmo tempo, esse evento eclesial quer gerar espaços de diálogo "que nos ajudem a sair do caminho da autodestruição da atual crise socioambiental". Um diálogo que seja um ponto de partida para a missão e que tenha como interlocutores os povos amazônicos, que provoque uma dinâmica de aprendizado e resistência.

O clamor da Terra é o clamor dos pobres, que são os que sofrem as consequências da destruição extrativista. Um clamor que vem dos povos da Amazônia, que não são reconhecidos seus territórios e são afetados pelos projetos de "desenvolvimento" e a poluição, que exige urgentemente uma ecologia integral que paralise a destruição da Amazônia, algo que afeta especialmente os povos em isolamento voluntário.

Na Amazônia, o fenômeno global da migração também está muito presente, o que "tem contribuído para a desestabilização social nas comunidades amazônicas". Isso fez com que a população amazônica se reunisse nas cidades, onde vive entre 70 e 80%, o que requer cuidados eclesiais, também das famílias e comunidades, cada vez mais vulneráveis. Em muitos casos, esse é o resultado da corrupção que está presente na região, "a que existe fora da lei e a que se protege numa legislação que trai o bem comum", a tal ponto que "grandes empresas e os governos organizaram sistemas de corrupção". Tudo isso afeta a "saúde integral" dos povos, “que supõe uma harmonia com o que a Mãe Terra nos oferece", fonte da medicina tradicional. São conhecimentos que devem ser abordados por uma educação integral, que gera um encontro e aborda um maior conhecimento sobre o que é a ecologia integral, para a qual é necessária uma conversão ecológica.

A terceira parte do documento de trabalho aborda os desafios e as esperanças de uma Igreja profética na Amazônia, chamada a ter um rosto amazônico e missionário, "que saiba discernir e assumir sem medo as diversas manifestações culturais dos povos", uma Igreja participativa, acolhedora, criativa e harmoniosa, com rosto amazônico e indígena, que reconhece as "sementes do Verbo" e busca "um enriquecimento mútuo das culturas em diálogo". Que se expressa em uma liturgia inculturada, que assume no ritual litúrgico e sacramental "os ritos, símbolos e estilos celebrativos das culturas indígenas", tornando possível para os sacramentos serem "fonte de vida e remédio acessível a todos (cf. EG 47), especialmente os pobres (cf. EG 200)".

Para isso, ele sugere que "em vez de deixar as comunidades sem a Eucaristia, sejam alterados os critérios para selecionar e preparar os ministros autorizados para celebrá-la". O documento, sem questionar o celibato a qualquer momento, argumenta que "para as áreas mais remotas da região, estude-se a possibilidade de ordenação sacerdotal de pessoas idosas, preferencialmente indígenas, respeitados e aceitos por sua comunidade, mesmo que já tenham família constituída e estável, a fim de garantir os sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã". Ao mesmo tempo, é necessário" identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido às mulheres, tendo em conta o papel central que desempenham hoje na Igreja Amazônica", aspectos que realmente abrem a possibilidade de encontrar novos caminhos para a Igreja.

Ao abordar a questão da organização das comunidades, o documento questiona que "seria oportuno reconsiderar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder do governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial, administrativo) e de maneira permanente ao sacramento da ordem", elemento decisivo que permite superar o clericalismo como instrumento de poder. Por isso, apela a "promover vocações autóctones de varões e mulheres" buscando "indígenas que preguem aos indígenas a partir de um profundo conhecimento de sua cultura e sua língua, capaz de comunicar a mensagem do evangelho com a força e a eficácia de quem tem seu bagagem cultural". Ao mesmo tempo, ele insiste em passar de uma "Igreja que visita" para uma "Igreja que permanece".

Os últimos capítulos abordam o tema da evangelização nas cidades, procurando incluir nela os indígenas urbanos, fomentando o diálogo ecumênico e inter-religioso. Como em qualquer outro lugar, o papel da mídia na Amazônia é fundamental. Portanto, "é importante que o empoderamento da mídia atinja os mesmos nativos", criando uma ressonância que ajuda "a conversão ecológica da Igreja e do planeta", que "a realidade amazônica supere a Amazônia e tenha repercussão planetária", a amazonizar o mundo e a Igreja. O Sínodo pode ajudar a aumentar o papel profético da Igreja, que gera uma promoção humana integral. Por essa razão, é proposta uma Igreja em saída, na escuta, que se coloca a serviço daqueles que questionam o poder, mesmo que isso leve seus membros a arriscarem suas vidas, ao martírio.

Não nos esqueçamos de que o que deve mover o Sínodo para a Amazônia é ser "uma expressão concreta da sinodalidade de uma Igreja em saída, para que a vida plena que Jesus veio trazer ao mundo (cf. Jo 10, 10) chegue a todos, especialmente aos pobres". Ao mesmo tempo, não podemos deixar de lembrar o que já disse o Documento Preparatório, onde ele insistiu que "as reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta". Estamos diante de um evento universal, que muitos consideram decisivo no futuro da Igreja e da humanidade.

Como afirma Dom Roque Paloschi, “vamos pedir que o Espírito Santo nos conduza e que a nossa Igreja viva a alegria de buscar esses novos caminhos e que nós possamos, no final desse Sínodo, concluir como os seguidores e seguidoras de Jesus naquele concilio de Jerusalém, o Espírito Santo e nós decidimos. Que seja o Espírito Santo que conduza e que nossas respostas e nossos empenhos sejam verdadeiramente voltados para responder aos desafios da evangelização desta porção do Povo de Deus”.

A íntegra do Instrumento de Trabalho do Sínodo Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral pode ser lido, em português, aqui.

Pré-Congresso é realizado em preparação para evento nacional sobre vocação e discernimento


A Pastoral Vocacional do Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima reuniu representantes das nove dioceses e prelazias em um pré-congresso vocacional realizado em Manaus, nas dependências da Casa de Retiro Maromba, entre os dias 14 e 16 de junho, para refletir e compartilhar as experiências vivenciadas pela Animação Vocacional na realidade de cada Igreja local, em preparação para o 4º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida - São Paulo, de 5 a 8 de setembro de 2019, com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me Senhor, os teus Caminhos”. 

Estiveram presente Dom José Albuquerque, que é bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus e bispo referencial para o Serviço de Animação Vocacional no Regional Norte 1; Dom José Ionilton, bispo da Prelazia de Itacoatiara; e representantes de diversos setores que trabalham com a juventude no regional, como a Rede de Assessores e Cuidantes da Juventude (RACJ), Pastoral Vocacional, Seminário São José, Congregações Religiosas, Pastoral Catequética, dentre outros.

Na ocasião, houve reflexões a partir das motivações do Papa para a animação vocacional em nossa Igreja, estudo do texto-base do congresso nacional, elencados pontos do Sínodo para a juventude que fez um caminho de escuta da juventude na tentativa de propor estratégias para uma pastoral vocacional, apresentação da caminhada percorrida pelo Regional Norte 1. Também foram elencados desafios como a ausência da cultura vocacional, criar a cultura de trabalhar a vocação também na perspectiva do leigo no matrimônio e em seus diversos ministérios, além de pensar a animação vocacional a partir da perspectiva do Sínodo para a Amazônia.

Para Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, bispo da Prelazia de Itacoatiara, o assunto é importante e por isso enviou cinco representantes da equipe da Pastoral Vocacional. Ele também contribuiu com os participantes do pré-congresso através de uma reflexão sobre o que o Papa Francisco tem falado em suas mensagens que motivam o trabalho de animação das vocações. “Fizemos uma reflexão sobre as inspirações que vem do Papa Francisco para o trabalho vocacional e ele tem sempre procurado animar na certeza de que é Deus que chama, de que o trabalho da Pastoral Vocacional é um trabalho importante de colaboração para que esse chamado de Deus chegue até as pessoas e elas respondam, e assim a gente possa ter as pessoas atuando na missão da igreja com a consciência clara de sua missão, sempre partindo da origem que é Deus. O grande desafio que é a organização do serviço a fim de alcançar mais pessoas e trabalhar especialmente com a juventude pois essa é a grande fase de discernimento vocacional”, destacou Dom José Ionilton.

“Tenho a certeza de que o pré-congresso ajudou os participantes na compreensão da outra dimensão importante da animação vocacional que é a universalidade da vocação, onde não apenas suscita para ministérios ordenados ou para a vida consagrada, mas também para ajudar os leigos a terem consciência de seu lugar dentro da grande missão da igreja. Creio que este trabalho vai fortalecer isso e também dentro da perspectiva do Sínodo para a Amazônia de encontrar novos caminhos, como nos pede o Papa Francisco. E eu creio que este é o tempo oportuno para a gente fortalecer o trabalho vocacional porque com o resultado do sínodo, a partir de outubro, nós vamos estar com pistas novas para o trabalho mais intenso, especialmente no que diz respeito aos ministérios”, explicou Dom José Ionilton.       

Segundo a leiga Márcia Dozano, da Arquidiocese de Manaus, pertencente ao Movimento Serra São José cuja atuação é rezar e dar apoio às vocações presbiterais, esta foi uma oportunidade de conhecer mais sobre a animação vocacional e que ela se estende ao leigo, ajudando a dar um direcionamento para bem exercer seu papel na família, na comunidade, junto aos jovens. “Foi muito interessante por pensar e refletir mais sobre a vocação, pois pensamos logo em vocações para padre e para freira e aqui estamos vendo que não há somente essas dimensões, mas também há as outras vocações, como a matrimonial e mistérios leigos para atuarem em nossas comunidades que estão tão carentes de pessoas que realmente queiram atuar nos ministérios, nas pastorais, movimentos, especialmente no direcionamento dos jovens na Pastoral da Juventude e outras atividades”, afirmou Márcia.

Para a missionária, Irmã Maria Letícia Pontini, da Congregação das Irmãs Discípulas do Divino Mestre, que representou a Diocese de Coari, o semear é o trabalho que deve ser feito sempre, sem desanimar, especialmente junto à juventude

"Estamos todos presentes, das nove prelazias e dioceses do Regional Norte 1, e todos nós trabalhamos, de uma forma ou de outra em comunhão com a Igreja, com  o Papa e tendo o cuidado de conhecer as juventudes, hoje tão diversificadas. Discernimento é uma palavra que sempre se utilizou para qualquer chamado que Deus vai nos fazendo como mulheres e como homens, como cristãos batizados. A vocação, o chamado, parte de Deus. Deus é o autor e nós somos aqueles semeadores, descobrindo as nossas sementes, aprendendo como e onde lançar, como cultivar, acompanhar e discernir. Uma coisa que destacamos no despertar vocacional é o ato de semear, onde a semente vai caindo e nós não devemos nos cansar de semear, pois é a continuidade do despertar vocacional", destacou Ir. Letícia.

Ao final, os participantes do encontro produziram uma carta direcionada ao povo de Deus das comunidades eclesiais do Regional Norte 1 da CNBB elencando as riquezas do encontro e os compromissos firmados, dentre eles o de “amazonizar” as reflexões e ações da Animação Vocacional, empenhados a conhecer, reconhecer, conviver e defender a causa dos povos Amazônicos.

Clique aqui e confira a carta na íntegra

 
Por Ana Paula Lourenço - Pascom Regional Norte 1 - AM/RR























 

domingo, 16 de junho de 2019

Temas sociais são tratado em seminário que reúne pastorais das dioceses e prelazias do Regional Norte 1


As Pastorais Sociais do Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima estiveram reunidas em Manaus, no período de 13 a 16 de junho, na 3ª. edição do Seminário para debater diversas temáticas pertinentes, tais como Desafios para as Pastorais Sociais, Políticas Públicas, Sínodo para Amazônia – processo de escuta e síntese do processo,  causas comuns do regional, proposta de criação de uma Comissão de Justiça e Paz local, Grito dos Excluídos 2019 e Semana Social Brasileira.

Conforme afirma Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões e referencial para as Pastorais Sociais no Regional Norte 1, este encontro das Pastorais Sociais tem acontecido todo os anos na intenção de reunir as pastorais sociais do Regional Norte 1 e firmar seus objetivos de forma que possam trabalhar com unidade a dimensão sócio-transformadora da fé.

“Este ano trabalhamos várias temáticas, dando continuidade ao que tratamos no ano passado que é a temática da Campanha da Fraternidade, as Políticas  Públicas e fizemos umas rodas de conversas sobre algumas políticas públicas.  Também falamos da 6ª Semana Social Brasileira e pensamos algumas propostas para enviar ao nacional e contribuir com o processo de preparação deste evento. Também vimos como criar a comissão de justiça e paz aqui no Regional Norte 1. Tudo em torno do objetivo de reunirmos, nos articularmos e, sobretudo, para manifestar o nosso jeito de fazer a dimensão sócio-transformadora da fé”, afirmou Dom Adolfo, ressaltando ainda a beleza de como o trabalho social ajuda a viver a experiência do Deus que é cáritas, comunhão e amor, e que as pastorais sociais devem mediar esta comunhão celeste para que ela possa ser vivida aqui na terra, respondendo à vocação principal do ser humano que é o amor e a comunhão.

Rodas de Conversas sobre Saúde Pública

Os participantes se debruçaram sobre cinco áreas que precisam de melhorias ou criação de novas políticas públicas: Indígenas, Segurança Pública, Socioambiental, Educação e Saúde. A atividade permitiu um exercício de pensar nas fragilidades e desafios de cada uma delas e propor o que poderia ser desenvolvido em nível de políticas públicas.
Segundo Dom Adolfo, se quisermos praticar a caridade sem mediação política, a caridade fica apenas sendo uma ideologia, uma idéia. Para que de fato aconteça, são necessárias  mediações e a igreja tem agido neste campo, onde é preciso atuar com criatividade e eficácia. Ela é resultado de três elementos: lei, instituições e atividade política através dos grupos organizados da sociedade civil e partidos políticos. “Se queremos levar para frente a caridade, temos que encontrar a mediação certa e a política é uma delas. O Papa Paulo VI falou que a atividade política é uma as maiores ações de caridade e nós cristãos devemos saber usá-la, conhecer a sua natureza e suas técnicas para praticá-las. Caridade sem política é caridade platônica”, destacou o bispo referencial para as pastorais sociais no Regional Norte 1.

Por Ana Paula Lourenço - Pascom Regional Norte 1 - AM/RR
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Bênção de pedra fundamental marca construção de uma unidade da Fazenda da Esperança na Prelazia de Itacoatiara

Na manhã do dia 4 de junho, aconteceu a cerimônia de bênção da pedra fundamental da unidade da Fazenda da Esperança na Prelazia de Itacoatiara,  após um período de conversas e acordos firmados entre a Prelazia e o responsável regional pela Fazenda da Esperança, Padre Vinícius Gouveia.

A cerimônia de bênção foi presidida pelo Vigário Geral da Prelazia de Itacoatiara, Padre Graciomar Gama Fernandes, que na ausência do bispo Prelado, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira – SDV, ratificou o empenho do bispo e de toda a Prelazia para que esta Unidade se tornasse uma realidade.

A unidade da Fazenda da Esperança em Itacoatiara terá o nome de Santo Oscar Romero. Na ocasião, fizeram-se presentes, membros do Grupo Esperança Viva (GEV) que, desde 2013 vem realizando trabalhos junto a dependentes, internos na Fazenda em Manaus e com diversas famílias, que buscam superar um mal, que tanto assola a nossa sociedade. O coordenador do GEV (Weberton Samuel Costa Lever) salientou que, a unidade da Fazenda da Esperança em Itacoatiara, é a realização de um sonho tanto para os membros do grupo, quanto para as famílias já assistidas. Que santo Oscar Romero e Nossa Senhora do Rosário, padroeira da Prelazia de Itacoatiara, possam abençoar os trabalhos que serão desenvolvidos nesta nova unidade.

Por Leno    -  Pascom Prelazia de Itacoatiara
Fotos: Ney Xavier





terça-feira, 4 de junho de 2019

Regional Norte 1 realiza primeiro seminário de Iniciação à Vida Cristã


Conforme previsto nas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora do Regional Norte 1, aprovadas em 2015, na segunda Urgência: Igreja: Casa da Iniciação a Vida Cristã, foi realizado o primeiro Seminário Regional da Iniciação a Vida Cristã, com o Tema: Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários e o Lema “Se permanecerdes em minha palavra, sereis meus discípulos” (Jo 8,31).

Participaram as Prelazias de Borba, Itacoatiara e Tefé, as dioceses de Alto Solimões, Coari, Parintins, Roraima e São Gabriel da Cachoeira e a Arquidiocese de Manaus, num total de 142 agentes de pastoral, sendo catequistas, ministros (as) da Palavra, equipes de liturgias e lideranças das diversas pastorais.

O Seminário iniciou na noite do dia 30 com uma celebração presidida por Dom Mário Antônio da Silva, Bispo de Roraima, Bispo referencial da Iniciação a Vida Cristã no Regional e segundo Vice Presidente da CNBB. Dom Mário recordou o caminho feito no Regional para chegarmos a este seminário, “foi um caminho longo percorrido até aqui, mas que não se encerra, continua, a Iniciação a Vida Cristã é um caminho que não tem fim”.

Na Dinâmica do Seminário ocorreram conferências pela parte da manhã: Itinerário para formar Discípulos Missionários (Dom Mário Antônio), Querigma e Introdutores (Pe. Lúcio Nicoletto), Celebrações a partir do Rito de Iniciação a Vida Cristã e Mistagogia (Pe. Domingos Ormonde), e Sínodo para a Amazônia – Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral (Márcia Oliveira). À tarde ocorreram as oficinas: Praticas dos introdutores, Celebração da Palavra, Leitura Orante da Palavra e experiências com Povos Indígenas. Esta dinâmica possibilitou que os participantes do seminário além de participar das conferências, pudessem de forma prática fazer a experiência. 

Os participantes do seminário retornaram as suas dioceses, prelazias com compromissos assumidos para avançar no processo da iniciação a vida cristã. Na celebração de envio, o Bispo referencial, Dom Mário Antônio agradeceu a todos, e pediu que continuassem assumindo este importante serviço da Igreja, formar discípulos e discípulas missionários, comprometidos com as causas do Reino.

 Fotos: Patrícia Cabral