segunda-feira, 16 de maio de 2022

Pastoral da AIDS celebra Vigília pelos Mortos e realiza encontro de formação


A Pastoral da Aids celebrou no último final de semana, 14 e 15 de maio de 2022 a Vigília Pelos Mortos de Aids, trazendo a lembrança dos mortos por causa desta doença e sensibilizando as comunidades para a realidade da Aids, que ainda continua a provocar novas mortes.

Estamos diante de uma realidade que conclama a todos a promover a vida através da corresponsabilidade humana para diminuir as fragilidades e vulnerabilidades, promovendo um espírito fraterno e solidário no cuidado com o próximo, segundo afirma a Pastoral da Aids.

Na Arquidiocese de Manaus a vigília aconteceu em Presidente Figueredo. Outras vigílias aconteceram em outras Igrejas particulares do Regional Norte 1: São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Tefé, Itacoatiara, Coari, e Roraima, onde além da celebrada em Boa Vista, também aconteceu na Área Indígena Canauanim - Serra da Lua.


A Vigília pelos mortos de Aids é um movimento internacional que iniciou em maio 1983. Um grupo formado por mães, parentes e amigos de pessoas que haviam morrido por causa do HIV, organizou, em Nova Iorque, a Primeira Vigília Pelos Mortos da Aids. Este ano a vigília retoma o tema “Tantas vidas não podem se perder”, expressão que nos coloca em comunhão com as pessoas que faleceram e estão na presença de Deus, e nos alerta a sermos vigilantes no cuidado com a vida.

Desde a Pastoral da Aids querem reforçar seu chamado, enquanto Igreja em saída, que convida à oração e recordação dos que partiram, mas ao mesmo tempo promove uma ação coletiva da cultura do encontro com os mais fragilizados, sendo testemunhas proféticas, em vista de uma sociedade mais humana, fraterna e solidária. Também lembram, ao mesmo tempo, que a morte não é a última palavra sobre o humano. Cristo ressuscitou para que transformemos os sinais de morte em sinais de vida.

Junto com a Vigília, aconteceu em Presidente Figueiredo a formação para novos agentes da Pastoral da Aids. Segundo a Pastoral, foi um momento de partilha, comunhão e aprendizado com participação dos irmãos que atuam nas diversas pastorais da cidade. Desde a Pastoral da Aids destacam a acolhida do pároco local, o padre Marco Antônio, que fez tudo o possível para que acontecesse o encontro no município. Também destacam a presença do Serviço de Saúde do município, que mostrou a importância de se conhecer e levar em frente a prevenção das ISTs como também o acompanhamento psicológico.



Com informações da Pastoral da Aids

Dom Ionilton participa da canonização do padre Justino Russolillo


Em entrevista concedida à Rádio Vaticano – Vatican News, o bispo da Prelazia de Itacoatiara, dom José Ionilton de Oliveira, sdv, nos fala da alegria de poder participar da solene Missa de canonizações, este domingo, 15 de maio, presidida pelo Papa Francisco. Como bispo pertencente à família Vocacionista, dom Ionilton nos fala da espiritualidade vocacionista em seu ministério episcopal à frente da Igreja particular de Itacoatiara - terra de missão -, no coração da Amazônia brasileira

O bispo da prelazia de Itacoatiara – AM, dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, sdv, encontra-se em Roma estes dias para participar no domingo, 15 de maio, da Missa presidida pelo Papa Francisco na qual o Santo Padre canonizará, entre outros, o bem-aventurado Justino Maria Russolillo, fundador da Sociedade das Divinas Vocações, mais conhecidos como Vocacionistas, família religiosa da qual dom Ionilton faz parte.

Em entrevista concedida à Rádio Vaticano – Vatican News, o bispo da Prelazia de Itacoatiara nos fala inicialmente desta sua vinda a Roma e da alegria de poder participar desta solene celebração de canonizações.

Como bispo pertencente a esta família religiosa, dom Ionilton nos fala da espiritualidade vocacionista em seu ministério episcopal à frente da Igreja particular de Itacoatiara - terra de missão -, no coração da Amazônia brasileira.

Na oportunidade desta entrevista, pedimos a dom Ionilton que nos explicitasse o decreto feito por ele em sua Prelazia em defesa do Meio Ambiente e dos Povos Amazônicos da região de Itacoatiara (ouça na íntegra clicando aqui). 



Canonização

Como filho espiritual de São Justino Russolillo, dom José Ionilton partilha a sua alegria pela canonização do fundador da família vocacionista, com a seguinte mensagem publicada pouco antes da Missa de canonizações deste domingo, 15 de maio, presidida na Praça São Pedro pelo Papa Francisco:

Bom dia!

Este é um dia para mim de muita alegria porque o Padre Justino Russolillo, Fundador das Congregações Vocacionista (Religiosos e Religiosas) e do Instituto Secular, Apóstolos da Santificação Universal,  será canonizado, declarado Santo pela Igreja. 

Será chamado de "Apóstolo das Vocações". Vocação à Vida, Vocação à fé, Vocação a uma missão específica. 

Partilho esta minha alegria com vocês irmãos e irmãs da Prelazia de Itacoatiara, onde este filho de São Justino, foi chamado a servir como bispo.

Partilho esta minha alegria com minha família de sangue Lisboa/Oliveira que de algum modo é, também, parte desta história.

Partilho esta minha alegria com os irmãos leigos e as irmãs leigas das Paróquias confiadas ou que já foram confiadas aos Vocacionistas no Brasil, especialmente aquelas por onde, como filho de São Justino, busquei servir por mais de 25 anos. 

Partilho esta minha alegria com os irmãos e as irmãs da Vida Consagrada, especialmente da Vida Religiosa, com quem partilhei muitas vezes a vivência do carisma Vocacionista. 

Partilho esta minha alegria com os irmãos diáconos, padres e bispos que pelas estradas, rios e mares da vida convivemos em missão. 

Partilho, ainda, com homens e mulheres da sociedade civil com quem trabalhei e trabalho na luta pela Vida das pessoas e  da Casa Comum. 

Jesus, Maria, José!

São Justino Russolillo, rogai a Deus por nós. 

Dom José Ionilton, SDV


Fonte: Vatican News

Dom Edson Damian, Charles de Foucauld: ser o irmão de todos, o irmão universal


Dom Edson Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira é filho espiritual de Charles de Foucauld, originário da Fraternidade Sacerdotal que justamente se inspira nesta espiritualidade de Foucauld. A canonização é um momento muito importante para a Igreja, já que a mesma significa a apresentação ao mundo inteiro daquele novo Santo como modelo a ser seguido. A partir deste domingo Charles de Foucauld e a sua devoção ganha dimensão Universal.

Dom Edson falando à Rádio Vaticano – Vatican News sobre o significado desta canonização para os membros da Fraternidade Sacerdotal evidenciou que a mesma já era esperada há muito tempo, porque não há dúvida que alguém que viveu com tanta radicalidade o Evangelho, o amor apaixonado por Jesus, uma doação sem medida aos pobres, merecia essa canonização.

Dom Edson destaca que “ela chega em boa hora porque a nossa Igreja precisa cada vez mais voltar ao Evangelho aquilo que dizia Charles de Foucauld, precisamos ler, reler continuamente o Evangelho. Porque se nós não lermos o Evangelho, Jesus não vive em nós.  E daí botou também esse princípio que é um dos lemas dos seguidores da Fraternidade Charles de Foucauld, gritar o Evangelho com a vida. Hoje as pessoas escutam mais as testemunhas dos que os mestres; escutar os mestres que são eles os primeiros a testemunhar e a viver, que acreditam. Então Charles de Foucauld é muito atual porque hoje em dia muitas pessoas também se afastam da Igreja ou das suas comunidades cristãs, porque não encontram mais um entusiasmo por Jesus e também a vivência radical do Evangelho. É por isso que a canonização de Charles de Foucauld é muito atual e é um grande presente para a Igreja de todo mundo”.



Charles de Foucauld é uma figura extraordinária, uma história belíssima e a sua espiritualidade suscita tanto interesse como o senhor acaba de descrever. Como que a Igreja No Brasil – onde existem os movimentos dos seguidores desta espiritualidade - está acompanhando e participando desta canonização?


"Nós somos em seis bispos que pertencemos à Conferência Episcopal, há também mais de cem padres que pertencem à Fraternidade Sacerdotal “Jesus Cáritas” inspirada em Charles de Foucauld. E cresce a cada dia no Brasil também o interesse por esta forma de espiritualidade que no fundo é muito simples, mas muito exigente também. Quando eu fui nomeado para ser bispo de São Gabriel da Cachoeira, eu tive muita dificuldade para aceitar porque ser bispo é muito difícil, mas o que me fez aceitar foi, primeiro é ir à diocese mais pobre mais indígenas do Brasil. Charles de Foucauld viveu a mística do último lugar. Ouvindo o diretor espiritual dele uma afirmação que o marcou profundamente: que Jesus vindo à Terra escolheu de tal modo o último lugar que ninguém lhe poderá tirar. Então ser bispo de São Gabriel da Cachoeira é de certo modo está no último lugar: Mas mais do que isso Charles de Foucauld no seu tempo, ele foi revolucionário na forma de viver o Evangelho no meio do povo tuaregue: todos eram muçulmanos. Ele desde o início percebeu que seria muito difícil converter um muçulmano ao cristianismo. Então ele viveu uma forma de inculturação extraordinária. Disse: no meio desse povo o meu testemunho deve ser o da bondade. Vendo como eu sou bom, que eu me esforço para ser fraterno, acolhedor, as pessoas vão intuir: o Deus em quem ele acredita deve ser muito bom... e se eu pudesse conhecer a bondade e a misericórdia do Senhor Jesus. E houve toda uma reação de amizade e de aproximação. Ele aprendeu a língua tuaregue e prestou um grande serviço à humanidade fazendo um dicionário tuaregue-francês, francês-tuaregue que exigiu dele muito trabalho e muitos esforços".

"Ele prestou esse serviço à humanidade....escrevendo um dicionário em uma língua diferente. Depois disse: no meio desse povo o meu testemunho deve ser, ser irmão de todos. E ele conta que o dia mais feliz dele foi quando aos poucos aqueles pobres nômades tuaregues chamaram a casinha dele de fraternidade, e a ele de irmão todos, irmão universal. Ele tinha no coração esse desejo, mas não explicitava. O testemunho dele é que levou as pessoas a descobrir que ali estava aquele que queria ser o irmão de todos o irmão Universal".

Ouça a entrevista completa aqui.

Fonte: Vatican News

domingo, 15 de maio de 2022

Ir. Michele Silva: “Compromisso de um amor que se torna prática concreta de transformação”


Vivenciar o Mandamento do Amor em comunidade, é o convite que a liturgia do 5º domingo do Tempo Pascal, segundo a Ir. Michele Silva. Ao comentar a primeira leitura, a religiosa destaca como “Paulo e Barnabé encorajam as Comunidades a permanecerem unidas e firmes na fé apesar de todos os sofrimentos que enfrenta!”

“O salmista nos apresenta a ternura de Deus, que abraça toda a criatura! Um amor de Deus que Pai e Mãe”, afirma a referencial da Rede um Grito pela Vida no Regional Norte1. Um Deus amoroso que também se faz presente na segunda leitura, “que vai morar no meio do seu povo! Vai enxugar toda a lagrima e que também promete construir um novo céu e uma nova terra!”

O Mandamento do Amor é o núcleo da passagem do Evangelho de João deste domingo: “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei, e por esse amor seremos reconhecidas como discípulas amorosas! E construiremos um novo céu e uma nova terra”, destaca a religiosa do Imaculado Coração de Maria.

Analisando a passagem, ela afirma que “esse Evangelho, ele nos desafia, nos desacomoda, nos faz construir um novo pensamento, uma nova forma de ser Igreja, em comunidades amorosas, essa é a proposta de Jesus. Mas ao mesmo tempo é um desafio muito grande, como construir esse caminho de amor nas comunidades que são feridas, machucadas, as pessoas que perderam a esperança, que não conseguem tecer relações amorosas”.



A religiosa também vê isso como “um grande desafio colocado para nós, como Mulheres, como lideranças, de fomentar esse caminho, de construir a civilização do amor através do nosso próprio testemunho, das pequenas iniciativas de transformação da realidade”.

Diante dessa realidade, a Ir. Michele afirma que “nós sabemos que é possível construir um caminho de circularidade, um caminho de relações amorosas onde todas as pessoas tenham lugar, tenham voz, onde todos e todas sejam respeitadas nos seus direitos. Mas cabe a cada um e cada uma de nós também fazer a sua parte para transformar essa realidade”.

Segundo ela, “Jesus não teve uma relação intimista com o pai, era uma relação amorosa que se transformava em ação concreta no meio do povo, esse é o caminho que nós temos para trilhar como Igreja e sociedade, construir o discipulado de iguais na transformação da realidade, que todas e todos possamos assumir esse compromisso de um amor que se torna prática concreta de transformação”. Para isso pede a inspiração da Divina Ruah nesse caminho transformador.



Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

sábado, 14 de maio de 2022

Núncio Apostólico aos presbíteros: “Nosso ministério, nossa vida, será eficaz se for realizado com humildade”


Os presbíteros brasileiros encerravam neste 14 de maio seu 18º Encontro Nacional, que contou com a representação de 7 presbíteros do Regional Norte1, em uma celebração eucarística no Santuário Nacional de Aparecida. O Núncio Apostólico, que presidiu a celebração, começou sua homilia dizendo aos sacerdotes que “nós somos ministros da graça que vem do amor de nosso Senhor Jesus Cristo por nós”.

Segundo Dom Giambattista Diquattro, “esta é a fonte do cuidado pastoral, os cuidados pastorais provem da fé, que é moldada pelo amor”. Falando aos presbíteros, ele insistiu em que “nossa paternidade procede da primeira paternidade, nosso amor de seu amor”, algo que levou o Núncio no Brasil a afirmar que “a intensidade do amor sacerdotal vem da medida do amor recebido, sem cálculo. O caminho de Jesus é o caminho para nossa própria santidade e do povo a nós confiado”.

“O amor do Pai derramado sobre o único filho, é derramado através de Jesus nos sacramentos para nós na Igreja”, segundo Dom Giambattista. Daí, ele afirmou que “Jesus nos exorta a perseverar em seu amor. O Redentor explica como perseverar, mantendo nossa vida na Lei de Deus, mantendo nosso amor no Espírito Santo do nosso Senhor Jesus Cristo”. O Núncio fez ver que “no amor reside a observância dos mandamentos, e a observância dos mandamentos testemunha o amor”. Por isso, ele convidou a que “amemos o Senhor colocando nosso coração N´Ele, só em sua vontade, como sacerdotes, como batizados, existindo, habitando em Cristo, em seu Corpo que é a Igreja”.

O fundamento é que “Jesus nos ama, o amor de Jesus é a única e verdadeira fonte de nosso verdadeiro e único amor por Ele, e através de seu amor e em seu amor, guardamos seus mandamentos”, segundo o representante pontifício no Brasil. Daí, ele disse que “esta é a graça e a caridade que Jesus manifesta aos humildes, e que somente se perseguimos sua Cruz poderemos agarrar”.



O Núncio vê a humilde do Filho como algo “de natureza divina e absoluta”, o que o leva a afirmar que “por tanto de natureza divina e absoluta é a capacidade de receber o amor do Pai”. Segundo o prelado, “é nos oferecida a capacidade de receber a graça do amor de Deus, não pela providência, mas pela graça, em correspondência pela graça de nossa pobreza e a súplica diária a Deus de sua caridade. Jesus Cristo, em sua natureza divina e em sua natureza humana é o mediador perfeito deste dom”.

Os presbíteros foram chamados por Dom Giambattista Diquattro a descobrir que “como padres, como batizados, em nossa fragilidade, somos chamados a ser mediadores de salvação na Igreja”. Lembrando a festa do dia ele fez ver aos sacerdotes que “fomos escolhidos como Matias, nosso ministério, nossa vida, será eficaz se for realizado com humildade para levantar da poeira o indigente e do lixo retirar o pobrezinho. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, por amor mutuo a imagem daquele amor que entra em nossas vidas, para que nossas vidas sejam fieis à vocação que recebemos e conforme ao sacrifício agradável a Deus, o sacrifício de Cristo, que celebramos in persona Christi”.

Finalmente convidou a pedir “a Maria, nossa Mãe, sob o título de Nossa Senhora Aparecida, que nos guarde no coração de Cristo, que eduque nossos corações no caminho da santidade, que inspire o discernimento que oferecemos a nossos irmãos e irmãs pelo exemplo de nossa vida, segundo o Espírito Santo e de seu Divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo”.

O 18º ENP foi momento para eleger a nova coordenação da Comissão Nacional dos Presbíteros do Brasil, que tomará posse no próximo mês depois de ser confirmada pela Comissão Permanente da CNBB. O atual presidente, padre José Adelson da Silva Rodrigues, depois dos agradecimentos, apresentou a nova coordenação, que será presidida pelo padre André Luiz do Vale, da Diocese de Uruaçu.



Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1